Crônica: Brincadeiras de minha infância

Atualmente as crianças brincam muito pouco. Na minha singela opinião, a modernidade tirou das crianças uma infinidade de brinquedos e brincadeiras saudáveis. Ultimamente tenho observado a ausência dos grupos de meninos e meninas que antes eram comuns em cada rua, em cada bairro. O que existe são alguns poucos que ainda resistem com a brincadeira de bola e golzinho.

Em meu tempo de criança, a maioria das brincadeiras faziam as crianças praticar exercícios físicos sem perceber. Muitos objetos serviam para brincar e fabricar brinquedos. Lata de óleo ou leite, pneus velhos, tábuas e até meias serviram para alegrar a garotada.

Sem brinquedo algum, corríamos para chegar em determinados destinos. O mais rápido ganhava a aposta que em muitas vezes eram coisas da natureza como frutas da época que estavam a disposição da criançada na maioria dos quintais das casas.

Quem lembra dos famosos carinhos de rolimã? Não era preciso ter dinheiro. Bastava procurar ou negociar com algum amigo para obter os rolamentos de ferro em alguma oficina ou até mesmo de alguns amigos da cidade. Após possuir as rodas de ferro, era a vez de ir em busca de madeira nos quintais dos vizinhos. Os mais experientes ajudavam os novatos na montagem do brinquedo sempre utilizando as ferramentas dos pais ou de algum conhecido. Depois de pronto, era hora de sair percorrendo as ladeiras sobre as rodinhas de ferro. Era uma das melhores brincadeiras daquela época. Posso até afirmar aquele arcaico brinquedo era um precursor do famoso skate.

Você conhece alguma criança de hoje que brincou ou sabe brincar de “de bandeirinha”  (pique-bandeira) Os participantes eram divididos em dois times. Dividia o espaço em dois campos de tamanhos iguais - quanto mais comprido e estreito o campo, mais difícil fica o jogo.  Cada time tinha que  colocar a bandeira - que pode ser um pedaço de pano ou lençol - no local que considerar mais difícil e distante dentro do seu campo.  Que recordação, meu Deus kkkkk!

O objetivo do jogo era atravessar o campo adversário e capturar a bandeira sem ser pego. Quem fosse pego deveria ficar parado, congelado, no território oposto. O participante seria   libertado por alguém de sua equipe que conseguir tocá-lo sem ser pego pelo adversário. 

Acho que vou parar por aqui kkkk, a Nostalgia me fez chorar um pouco.

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