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Mostrando postagens de janeiro, 2018

Crônica: Quem Conhece o centro de abastecimento de Feira de Santana não Precisa ir à Disney

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Falar de Feira e não falar do centro de abastecimento é como ir Vaticano e não ver o Papa. A feira no centro de abastecimento  acontece  todos os dias, de domingo a domingo, mais o gostoso mesmo é as segundas feiras, e é mais do que uma simples aglomeração de vendedores e compradores, para muitos é um evento social onde os moradores, principalmente dos distritos e de algumas cidades vizinhas vão para as compras, vendas ou simplesmente para verem o verdadeiro espetáculo que se repete solenemente.  Chega a impressionar a quantidade e diversidade dos produtos. Pode-se encontrar desde de pescaria a tecidos finos, temperos, frutas, legumes, hortaliças, carnes, toda espécie de artesanato e novidades. Mas bom mesmo era quando íamos nos  velhos “paus de araras”, era ali que se  transportavam pessoas e mercadorias, basta eu falar deles, que as memórias da infância chegam para me visitar. Basta eu fechar os olhos, enquanto escrevo essa crônica, que posso sentir até ...

Crônica: Brincadeiras de minha infância

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Atualmente as crianças brincam muito pouco. Na minha singela opinião, a modernidade tirou das crianças uma infinidade de brinquedos e brincadeiras saudáveis. Ultimamente tenho observado a ausência dos grupos de meninos e meninas que antes eram comuns em cada rua, em cada bairro. O que existe são alguns poucos que ainda resistem com a brincadeira de bola e golzinho. Em meu tempo de criança, a maioria das brincadeiras faziam as crianças praticar exercícios físicos sem perceber. Muitos objetos serviam para brincar e fabricar brinquedos. Lata de óleo ou leite, pneus velhos, tábuas e até meias serviram para alegrar a garotada. Sem brinquedo algum, corríamos para chegar em determinados destinos. O mais rápido ganhava a aposta que em muitas vezes eram coisas da natureza como frutas da época que estavam a disposição da criançada na maioria dos quintais das casas. Quem lembra dos famosos carinhos de rolimã? Não era preciso ter dinheiro. Bastava procurar ou negociar com algum amigo para ...

Seu Dionizio, um exímio contador de histórias

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Lembranças eu tenho é do seu Dionizio, um velho contador de histórias, da minha infância, eu e meu irmão Nem, amávamos quando ele contava estórias de terror, de fantasmas e luzes vermelhas que cortavam os pastos em noite de lua cheia. Morríamos de medo, kkkk, mas sempre queríamos ouvir mais uma, seu Dionizio, hoje sei, era um exímio contador de histórias. Além das escabrosas estórias de terror, (apesar de sua velha esposa dona Tinô que sempre o repreendia, dizendo que ele estava nos assustando), havia também uma canção em alemão que ele cantarolava para nós, contudo a letra fugiu-me a memória, guardo apenas a melodia. Nas noites escuras e chuvosas do campo, vinha uma batucada das lagoas, que ele nos diziam tratar-se de sapos-boi, e que era os bois, que durante a noite, transformavam-se em sapos, e todos na lagoa tocavam tambor para os peixes dançar, kkkkkkkk.