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Mostrando postagens de abril, 2017

Crônica de um domingo de praia

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Era certo, todos os domingos eu acordava as sete da manhã e chamava o meu amigo João de Dadinho para… Acordar!!! “Já vou”, dizia ele, “Já vou” e repetia isso quantas vezes fosse necessário até as 8 horas. Morávamos juntos, dividíamos uma kitnet em campinas de Pirajá. Neste intervalo - enquanto João se espreguiçava na cama – eu preparava a água oxigenada e o amoníaco. Todos - na nossa idade – diga-se de passagem, levavam esse “elixir” para a praia. Queríamos ficar com os pêlos loiros; só não me perguntem para quê? Acho que era moda. (os loiros pegavam mais mulheres e as loiras faziam mais sucesso) Quem tinha grana, não precisava se preocupar com isso, comprava pronto nas farmácias. Não era o nosso caso. Meu e de João é claro: dois duros. (Não importava) nosso desejo era chegar logo a praia de Piatã, onde encontrávamos os nossos conterrâneos de Feira de Santana, e alí, naquela bela farofa de frango e arroz, nos empanturrávamos até ficarmos “boiados”, como dizia a galera “das antigas”...

Crônica: O que você tem pedido a Deus?

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Certa feita um menino em meio a muitas dificuldades começou a se queixar com Deus, cada dia as coisas se tornavam piores, quando ele achava que não dava para piorar mais, acontecia sempre algo muito ruim para piorar as coisas. Quanto mais pioravam as coisas, mas este menino aumentava em fé, suas orações era cada vez mais veementes, mas suas queixas também ficavam mais fortes, parecia um ciclo sem fim. O menino passava o dia pelas ruas da cidade pedindo dinheiro e comendo restos de comida, durante tempos foram estes os dias deste menino. Em meio a este desespero, passou um carro importado ao seu lado, havia uma criança dentro do carro, feliz e radiante, bem vestida, corada, enfim, tudo o que ele não tinha, era a sua realidade. Alguns anos depois o menino se transformou em um homem forte, cheio de cicatrizes da vida, muita coisa havia mudado em seu corpo, em sua volta, a única coisa que não mudara, foram as dificuldades! Como fazia todos os dias, orava a Deus insessantemente, pe...

Crônica: Sai sem olhar pra ela

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Parei em frente ao forró, num barraco de um amigos, tomei quatro jins com dois refrigerantes pequenos, depois vi uma mulher me olhando e fazendo aceno com um traje sem confiança o dedo sem aliança ao lado de uma criança de dez anos mais ou menos quase conheço a mulher porém achei diferente admirei o menino bonito mas descontente sujo, descalço e maltrapilho comendo um "cachorro quente”, parecido com quem nasce das fibras da minha face embora eu nunca pensasse que fosse nem meu parente, quando eu mudei a vista o menino sofredor obedecendo a mãe dele fez papel de portador, chegou onde eu estava dizendo assim: "por favor" meio acanhado até ainda disse: "seu Zé, aquela mulher em pé mandou chamar o senhor." acompanhei o menino rendendo aos dois saudação dei boa noite a mulher depois apertei-lhe a mão perguntei, quem é você? Ela respondeu: Pôs não! Eu sou aquela infeliz  que você fez meretriz depois que fez o quis me abandonou sem razão, mamãe morreu faz seis ano...

Crônica: Quando eu não estiver mais aqui

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Hoje escrevo para meus quatros filhos: Priscila, Rafaela, Camila e Felipe. Embora a carta demore muito em chegar às suas mãos, ou talvez nem chegue,  mas quero que saibas o quanto eu amo vocês, o quanto são importantes para mim.   Mas se por acaso  amanhã eu não estiver mais aqui, peço que não chores, e nem  fiquem com raiva de mim, eu tentei ser o melhor pai para vocês, desculpem-me pelos  os achaques de seu velho pai, que anda e vive muito estressado com todo o contexto, mal humorado, impaciente, rabugento, sensível até demais, etc., e que não vem conseguindo sorrir e principalmente fazer sorrir a suas próprias famílias e filho.  Me perdoem  quando por a caso estiver chorando e eu não puder estar presente para enxugar as suas lagrimas,  eu serei aquela brisa gelada, o vento calmo e o raio de sol pela manhã. Só peço que sempre que tiverem um tempinho olhem  para o céu e ore por mim.  Sei que vai ser estranho acordarem no dia seg...